Archive for the 'Colaborações' Category

Comparando a confiança em TV, Rádio e Jornal a partir do uso dos resíduos padronizados

Por Emerson Cervi*

categoricos2A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou a primeira pesquisa brasileira de hábitos de mídia no Brasil. A pesquisa tem uma grande e boa vantagem: seu banco de dados é aberto. Então, nada melhor do que utilizar “dados frescos” para um exemplo de análise, não acham?

A questão que nos move aqui é a seguinte: Há diferenças entre os níveis de confiança em TV, Rádio e Jornal? As respostas são distribuídas nas seguintes categorias: "confio sempre", "confio muitas vezes", "confio poucas vezes" e "nunca confio". Então, nosso objetivo é identificar não apenas quais as frequências de nível de confiança em cada veículo separadamente, mas comparando os níveis de confiança entre os três tipos de veículos de comunicação.

Continue lendo... “Comparando a confiança em TV, Rádio e Jornal a partir do uso dos resíduos padronizados” »

Políticas públicas, categorias estatísticas e seus perigos: um exemplo.

tylenolstatsDois artigos de pesquisa foram publicados na revista ProPublica que, juntamente com o número de setembro de 2013 da This American Life, advertiam sobre os possíveis danos de analgésicos cujo ingrediente ativo é a acetaminofena (também chamada de paracetamol). É o caso do conhecido Tylenol.

O que descobriram? Que 150 americanos morrem, anualmente, em função de problemas provocados por esses medicamentos que, nos Estados Unidos como aqui, não precisam de receita. “Matariam” mais do que qualquer outro remédio sem receita.

Porém....

 

Continue lendo... “Políticas públicas, categorias estatísticas e seus perigos: um exemplo.” »

Correlação não significa necessariamente causalidade

Por Gláucio Soares

Cuidado! Partir de uma correlação bivariada para concluir causalidade pode levar a erros graves, ainda que alguns sejam hilários. Por exemplo:

Usar o Internet Explorer aumenta a taxa de homicídios.

iemurderrate

 

 

 

 

 

 

 

Continue lendo... “Correlação não significa necessariamente causalidade” »

O que esperar e o que não esperar de um orientador

Texto do site: Pesquisatec de Adrian Sgarbi

Quem é o seu orientador? Darth Vader ou o Mr. Miyagi?

Quem é o seu orientador? Darth Vader ou o Mr. Miyagi?

Já sei. Você gostaria que o seu orientador fosse como Mr. Miyagi, mas em sua opinião ele está mais para Darth Vader. Pelo visto, você não está sozinho. Na última vez em que busquei no Google Brasil pela frase "Eu odeio o meu orientador", encontrei quase 10.000 entradas. Isso faz alguns dias, mas não creio que essa realidade tenha melhorado.1

Talvez seja ingenuidade. Mas em minha opinião, saber o que é razoável esperar de um orientador e o que não é pode ajudar a melhorar o cenário. E quem sabe? É possível que de 10.000 o número chegue algum dia ao redor de 7.000 casos de puro ódio. Um começo, não?A relação entre orientador e orientando pode ser disfuncional de muitas formas. Por isso, ao tratar do tema, deixemos de complicá-lo com grandes expectativas. Caso estejamos de acordo nisso, já podemos passar às listas.

Continue lendo... “O que esperar e o que não esperar de um orientador” »

A síndrome de Nate Silver

Por Carlos Batista (IPOL/UnB)

Comentarista do NYT, entre outros atributos, Nate Silver é mago, estatístico, polemista, jogador ou simplesmente muito capaz de fazer excelentes previsões? Figura midiática, tem montanhas de seguidores no seu blog FiveThirtyEight . O rapaz é bom mesmo.  A manchete do cnet.com de 8 de novembro diz o seguinte: "Among the top election quants, Nate Silver reigns supreme  - Not only did FiveThirtyEight's Silver pick all 50 state winners in the presidential race, he also beat out his polling aggregator rivals for sheer margin of accuracy."
Continue lendo... “A síndrome de Nate Silver” »

A META-ANÁLISE E O VIÉS DA GAVETA

Por Gláucio Ary Dillon Soares (IESP-UERJ)

Um problema para a meta-análise de artigos publicados em revistas científicas é  o viés da gaveta, o “file drawer bias”.

O que é esse viés? Qual o seu efeito?

É uma tendência que reduz a probabilidade de que artigos que mostram efeitos insignificantes (e, em alguns casos, contrários às hipóteses defendidas) sejam enviados, aceitos e publicados. Esse viés compromete os resultados da meta-análise.

Continue lendo... “A META-ANÁLISE E O VIÉS DA GAVETA” »