Correlação não significa necessariamente causalidade

Por Gláucio Soares

Cuidado! Partir de uma correlação bivariada para concluir causalidade pode levar a erros graves, ainda que alguns sejam hilários. Por exemplo:

Usar o Internet Explorer aumenta a taxa de homicídios.

iemurderrate

 

 

 

 

 

 

 

Podemos imaginar nosso Secretário de Segurança, o Beltrame, proibindo o uso do Internet Explorer no Rio de Janeiro para zerar os homicídios...
Ou, para continuarmos na internet, está claro que o uso do Facebook foi o grande determinante da crise grega (rsrs):

Facebook causou a crise da dívida grega!

facebookgrecia

 

 

 

 

 

 

Uma das minhas prediletas é a associação entre o consumo de sorvete e a taxa de homicídios:

O consumo de sorvete leva ao homicídio!

sorvetesuicidio

 

 

 

 

 

 

Eu não fiz os gráficos. Apenas os reproduzi para colocar um problema sério de forma amena. Veja: se duas variáveis crescem (no tempo), ou decrescem, encontraremos - sempre - uma associação positiva. Se uma tende a crescer, e outra a decrescer, também encontraremos uma associação – só que negativa.

O consumo de sorvete aumenta no verão, assim como o número de horas que passamos acordados. Quanto maior o número de horas acordados, tanto maior o risco de homicídio (e de um monte de coisas).
Vamos estudar Estatística para não confundir correlação com causação.

GlaucioSoaresGláucio Ary Dillon Soares é professor do IESP-UERJ, atual Secretário Geral da Associação Latinoamericana de Ciência Política.

 

 

 

 


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