Maratona Hacker na Câmara dos Deputados. Sim, hacker!

Maratona HackerVocê já ouviu falar de uma Maratona Hacker? Não? Maratona Hacker é uma reunião de várias pessoas durante alguns dias, normalmente um final de semana, com um objetivo na cabeça: fazer os dados falarem. Não importa quais dados e como, mas normalmente os objetivos são nobres: transformar dados públicos obscuros em dados públicos claros; incentivar a fiscalização por parte da sociedade; buscar soluções em políticas públicas; transformar arquivos confusos que estão em várias páginas diferentes ou em PDFs em arquivos pesquisáveis. É mais ou menos essa a ideia. (Tenho certeza que você não imaginou vários nerds correndo com seus computadores...)


A Câmara quer que a sociedade civil aproveite os dados abertos disponibilizados pela instituição.
“Serão selecionadas até 50 propostas consideradas mais criativas e alinhadas ao interesse público. Seus autores terão todas as despesas com passagem aérea, hospedagem, alimentação e traslado custeadas pela Câmara. Durante quatro dias, poderão desenvolver os aplicativos a partir dos dados disponíveis no portal da Câmara na internet e de outras bases públicas.”
A boa notícia é que você ainda pode ganhar o prêmio de R$ 5.000,00!!! Quer participar? As inscrições começam amanhã, dia 2 de setembro:  www.camara.leg.br/hackathon.

 

rect3090 Não é a primeira vez que uma instituição pública promove uma maratona hacker. O INEP promoveu em abril uma maratona com os dados da educação básica no Brasil (veja). Em 2012, a Câmara Municipal de São Paulo também promoveu (veja). Assim como algumas prefeituras pelo Brasil.

A ideia é simples: instituições públicas nem sempre conseguem e/ou podem acompanhar a evolução tecnológica para disponibilizarem seus dados de forma moderna, nem são capazes de atender a infinita demanda por informações. Logo, a ideia é colaborar e contar com a ajuda da sociedade.
Quando se fala em hacker, o senso comum imagina: alguém que quer invadir a rede de computadores da NASA e ter acesso as senhas das bombas atômicas do mundo (ham?). Pois bem, não é essa a ideia. Normalmente, quem participa dessas maratonas são pessoas que sabem programar em alguma linguagem, designers que ajudam na concepção dos sites e muita gente curiosa e que gosta de transformar dados em informações úteis. É aí que eu acredito que os cientistas políticos devem entrar. Imagino que boa parte dos leitores do blog não são programadores ou designers, mas com certeza estão no terceiro grupo. Participem!

 

Max Stabile

 

 


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